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[Resenha] Uma criança única

Eu sempre gostei muito de livros infantis, desde quando eu era criança até a fase adulta. Os motivos para essa paixão são diversas, como a leitura rápida ou a grande quantidade de ilustrações para apreciar. Também gosto da surpresa, de abrir e descobrir um novo formato, a forma como reinventam as dobras dos papéis, ou reinventam a própria história, dando uma nova roupagem à contos antigos. Gosto quando eles são bobos, divertidos e despretensiosos, mas prefiro quando eles são profundos e transmitem, de forma breve e bela, vivências ou sensações que às vezes não conseguimos exteriorizar em palavras, mas reconhecemos imediatamente ali. Sendo crianças ou não.

O livro que irei falar hoje, Uma criança única, é um desses livros infantis que é diferente, complexo, mas extremamente rico, humano e profundo. Se você aprecia livros (não apenas os infantis, mas qualquer livro), com certeza deve considerar tê-lo em sua coleção tanto por sua mensagem quanto pelas ilustrações e seu aspecto físico.

A primeira coisa que chama a atenção sobre Uma criança única é o seu tamanho: 21,6 x 28,5cm, além de suas 112 páginas! Depois, o destaque fica por conta da maravilhosa ilustração da Quojing, uma chinesa de traço detalhado e expressivo, que já entrega não apenas que o livro será visualmente lindo, mas também faz um prenúncio de sua atmosfera delicada e misteriosa. Por fim, o material da capa, que é fosca e macia ao toque, nos deixa convencidos de vez sobre a preciosidade que atribuíram à esse livro. Dá vontade de ficar fazendo carinho até, de tão gostoso que esse material é, ahahahaha!

Mas é claro que o melhor está no conteúdo: o livro conta a história de uma criança que, por conta do tédio e da saudade, parte em uma visita solitária à casa de sua avó. Tão novinha e pequena, é claro que sua jornada não seria tão fácil assim…

A Guojing consegue nos conduzir brilhantemente na aventura, é um misto de silêncio e imaginação, em um mundo vasto, assustador e belo. Quanto terminei de ler o livro, me senti criança novamente por ter lido algo tão diferente, como há muito tempo não acontecia. Precisei de alguns dias para que eu pudesse digeri-lo, e começar a entender a história mais com a sensação de milagre do que de solidão.

E talvez eu ainda o leia novamente e entenda outra coisa… ou, em algum dia aleatório, fazendo algo nada a ver, ele volte à minha mente e eu pense que ele fale de outra coisa. Vai saber. O que realmente importa é que esse livro é fofíssimo, visualmente deslumbrante e com uma história envolvente. Realmente muito único, e está super recomendado!

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  • Escrito por Luciana Midory

    Designer, caçadora de coisas fofas e especialista em sair de olhos fechados nas fotos. Além de coisas cute, gosta de tudo o que é amarelo, oriental, bizarro e singular.

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2 Comentários

  • Dai Castro

    10 de abril de 2017 às 18:14 Responder

    Que traço maravilhoso! Eu gosto muito de livros com ilustrações e não me importo se o livro é infantil. Aliás, eu comprei um livro assim pra mim no final de semana, tudo porque me encantei com a ilustração!
    Esse parece uma gracinha e além de tudo,a história tem tudo pra ser bem tocante!
    Colorindo Nuvens

    • Luciana Midory

      10 de abril de 2017 às 20:59 Responder

      Curiosa pra saber qual foi o livro que você comprou (e se gostou! Espero descobrir com uma resenha no seu blog ^^).

      A história é bem tocante mesmo, mas um amorzinho! Gostei muito desse livro

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